“Precisava de um corretivo”, diz tio de consideração que matou adolescente de 14 anos em Britânia
Suspeito confessou o crime à polícia, afirmou ter se irritado com o comportamento da jovem e enterrou o corpo no quintal; Polícia Civil investiga a participação da esposa
O tio de consideração da adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, confessou à polícia que matou a jovem por acreditar que ela “precisava de um corretivo”. A polícia encontrou o corpo enterrado no quintal da casa do suspeito na quarta-feira (21), em Britânia, no Oeste de Goiás. A Polícia Civil investiga a possível participação da esposa do homem no crime.
Discussão antecedeu as agressões
Segundo o delegado Wiliam Caio, responsável pelo caso, Paulo Fagundes de Oliveira relatou que Beatryz foi até a casa dele na manhã de terça-feira (20) para ajudá-lo a configurar um celular. Durante a visita, ele se irritou com a adolescente, a quem classificou como “grossa” e “mal-educada”, e a agrediu com um pedaço de madeira.
Em depoimento, o suspeito afirmou que a esposa teria incentivado as agressões. De acordo com o delegado, após os golpes, a adolescente caiu e ficou imóvel no chão. Ao acreditar que ela havia morrido, o homem enterrou o corpo no quintal e improvisou um fogão a lenha sobre o local para ocultar o crime.
A família registrou o desaparecimento de Beatryz ainda na terça-feira, após a mãe perder contato com a filha poucas horas depois de ela sair de casa de bicicleta. Câmeras de segurança registraram o trajeto da adolescente pela cidade. No dia seguinte, vizinhos relataram movimentação suspeita e terra remexida no quintal do imóvel, o que levou a Polícia Militar a intensificar as buscas.
Os policiais localizaram Paulo Fagundes de Oliveira trabalhando como pedreiro em Britânia. Ele confessou o crime, e a polícia o prendeu em flagrante. No quintal da residência, os agentes encontraram o corpo da adolescente, além do celular da vítima e do objeto usado nas agressões.
A Polícia Científica realizou a perícia no local. Exames complementares devem esclarecer se houve violência sexual antes do assassinato, hipótese que a investigação ainda não descartou. O suspeito permanece preso e deve responder por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e meio cruel, além de ocultação de cadáver. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e reunindo provas para concluir o inquérito.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






