Professor da UFG é demitido após denúncias de assédio feitas por seis alunas
Ministério da Educação confirmou a demissão após processo administrativo disciplinar que investigou relatos de estudantes da Faculdade de Medicina Veterinária; casos teriam ocorrido desde 2017
O Ministério da Educação (MEC) demitiu um professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG) após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que investigou denúncias de assédio envolvendo alunas da instituição. Ao todo, seis estudantes denunciaram o docente. Os episódios teriam ocorrido a partir de 2017.
A decisão se baseou em pareceres da Corregedoria e da Consultoria Jurídica do MEC, que analisaram o relatório final da comissão responsável por apurar as denúncias. O processo concluiu que o servidor violou deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990.
Segundo a decisão administrativa, o professor adotou conduta incompatível com a moralidade administrativa e apresentou comportamento considerado escandaloso no ambiente de trabalho.
O processo reúne relatos de seis estudantes que apontaram situações semelhantes envolvendo o professor em diferentes períodos. A primeira denúncia partiu de uma ex-aluna que relatou episódios ocorridos em 2017, quando ainda cursava a graduação na universidade.
Denúncias
De acordo com o depoimento da estudante, o professor fazia parte do comitê de orientação acadêmica e mantinha contato frequente com ela. Durante esse período, ele teria passado a adotar comportamentos considerados inadequados para a relação entre docente e aluna, como tocar em seu cabelo e em seu braço.
A estudante também afirmou que o professor tentou criar situações para ficar sozinho com ela. Em um dos episódios relatados, durante o retorno de uma atividade realizada na fazenda escola da universidade, ele teria sugerido que os dois parassem em um motel localizado na estrada, o que teria causado constrangimento e medo.
As denúncias integraram o processo administrativo disciplinar instaurado para investigar a conduta do docente. Após analisar depoimentos e provas coletadas, a comissão concluiu pela responsabilidade do servidor.
Diante da gravidade das irregularidades apontadas, o Ministério da Educação determinou a demissão do professor do quadro de servidores públicos federais.
A reportagem não conseguiu contato com o professor e com a UFG. O espaço permanece aberto para manifestação.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






