Vídeo antigo de instrutor preso após tragédia volta a repercutir e gera indignação

Um vídeo publicado anos antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, voltou a repercutir nas redes sociais após a prisão de um dos instrutores envolvidos no salto de rope jump. Nas imagens, integrantes da equipe fazem uma encenação na mesma ponte onde ocorreu o acidente fatal.
Vídeo reaparece após morte de jovem em salto radical
Um vídeo divulgado há quase quatro anos por Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, voltou a ganhar repercussão nas redes sociais. O material mostra o instrutor e outros integrantes da equipe realizando uma encenação na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), local onde a estudante morreu durante um salto de rope jump.
Na gravação, o grupo arremessa um saco preto da ponte para simular o descarte de um corpo. Na época, os responsáveis pelo vídeo utilizaram o título “Desovando corpo”. Agora, após a tragédia, internautas resgataram as imagens e ampliaram o debate sobre a atuação dos envolvidos.
Internautas criticam publicação
Depois da divulgação do vídeo, usuários das redes sociais passaram a relacionar a encenação ao acidente que matou Maria Eduarda. Além disso, muitos classificaram a publicação como inadequada e cobraram punição para os responsáveis.
Por outro lado, algumas pessoas destacaram que o vídeo surgiu anos antes do acidente. Ainda assim, a repercussão aumentou porque a gravação ocorreu exatamente na mesma ponte utilizada pela equipe nos saltos radicais.
Polícia continua investigação
Enquanto a repercussão cresce nas redes sociais, a Polícia Civil avança na apuração do caso. Os investigadores buscam esclarecer como a equipe permitiu o salto sem a conexão correta do equipamento de segurança.
Atualmente, Luis Felipe Feliciano Egoroff e outros dois instrutores permanecem presos preventivamente. Segundo a investigação, Maria Eduarda caiu de aproximadamente 40 metros após a equipe iniciar o salto sem prender a corda de segurança ao corpo da jovem.
Além disso, os investigadores analisam depoimentos, imagens e procedimentos adotados pela empresa responsável pela atividade. A polícia também tenta identificar quem realizou a última conferência dos equipamentos antes do acidente.






