Vinte mulheres denunciam médico por abuso sexual em Goiás
Ginecologista teve registro suspenso e está proibido de atuar após avanço das investigações da Polícia Civil
A Polícia Civil já ouviu 20 mulheres que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual cometido por um médico ginecologista e obstetra que atuava em Goiânia e Senador Canedo. As denúncias começaram com seis pacientes e avançaram nos últimos dias, com o surgimento de outros 14 relatos semelhantes.
Segundo a investigação, 11 casos teriam ocorrido em Goiânia e nove em Senador Canedo. A delegada responsável pelo caso destacou que os depoimentos apresentam padrões semelhantes, mesmo sem que as denunciantes se conheçam. As vítimas relatam procedimentos invasivos e toques em áreas íntimas que não condizem com a prática médica.
Em um dos casos, conforme a investigação, o médico teria dispensado a secretária, trancado a porta do consultório e cometido abuso sexual contra uma paciente. A delegada informou anteriormente que evitaria novas manifestações públicas até a conclusão do inquérito, mas o surgimento de novas vítimas mantém o caso em andamento.
O profissional não foi preso, mas cumpre medidas cautelares determinadas pela Justiça. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO) suspendeu temporariamente o registro dele, proibindo-o de exercer a profissão enquanto as investigações seguem.
A defesa do médico afirmou que as acusações são graves e precisam ser apuradas, mas criticou o que classificou como prejulgamento e “linchamento moral” antes da conclusão do caso.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






