Falsa biomédica é indiciada em Goiânia por usar nomes de terceiros para comprar insumos estéticos
Investigada utilizava registros profissionais e dados de outras pessoas para adquirir produtos restritos; polícia alerta para riscos à saúde dos pacientes de Goiânia.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu, nesta sexta-feira (27), o indiciamento de uma mulher que se passava por biomédica para realizar procedimentos estéticos na capital. Segundo as investigações, a suspeita utilizava nomes e registros profissionais (CRBM) de terceiros para conseguir comprar insumos de uso restrito, como toxina botulínica e preenchedores, que só podem ser adquiridos por profissionais habilitados.
O esquema foi descoberto após fornecedores e profissionais reais desconfiarem de compras vultuosas feitas em seus nomes sem autorização.
Para manter o consultório funcionando, a investigada falsificava documentos e utilizava dados obtidos de forma ilícita para ludibriar empresas de produtos médicos. Ela atraía clientes por meio de redes sociais com preços abaixo do mercado.
A delegada responsável pelo caso enfatizou que, além do crime financeiro e da fraude documental, o maior perigo reside na execução dos procedimentos. Sem a formação adequada, a aplicação incorreta desses insumos pode causar necroses, cegueira, infecções graves e deformidades permanentes nos pacientes.






