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Vereador Luan Alves é alvo de operação que investiga suposto esquema de propina em Goiânia

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra o parlamentar nesta quarta-feira (10). A investigação apura supostos pagamentos irregulares para a liberação de autorizações e alvarás na capital

Nesta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção, cumpriu mandados de busca e apreensão contra o vereador Luan Alves (MDB). A operação investiga um suposto esquema de pagamento de propina para a liberação de autorizações em Goiânia.

Segundo a Polícia Civil, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2022. Ao longo desses anos, empresários dos setores de eventos itinerantes, parques de diversão e alimentação teriam realizado pagamentos e transferências financeiras, além de prestar serviços gratuitamente, para obter autorizações e outros documentos junto à Prefeitura.

Denúncia deu origem à investigação

A investigação começou em 2023, depois que um empresário procurou a Polícia Civil para denunciar um suposto esquema de cobranças irregulares envolvendo a emissão e a renovação de alvarás de funcionamento em Goiânia.

De acordo com a corporação, empresas do setor de eventos e entretenimento teriam feito pagamentos indevidos para conseguir autorizações junto ao município. O denunciante afirmou que precisou encerrar as atividades da empresa na capital por não conseguir mais arcar com os valores cobrados.

As apurações também apontam a possível participação de servidores ligados a pelo menos três secretarias municipais e uma agência da administração pública. A Polícia Civil não divulgou quais órgãos são alvo da investigação.

Conforme informações preliminares, Luan não aparece solicitando transferências diretas. No entanto, o nome do vereador é citado por supostamente criar obstáculos na liberação de documentos. Para os investigadores, essas ações poderiam dificultar a atuação de empresários interessados em trabalhar na capital.

Ex-secretário também está entre os investigados

Outro nome que aparece na investigação é o do ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia, que comandou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiânia. De acordo com o relato que deu origem ao inquérito, a empresa do denunciante deixou de operar no município em 2021 após enfrentar dificuldades para manter os pagamentos exigidos. O prejuízo estimado é de R$ 400 mil.

(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Gabriel Maia)

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