Um ex-funcionário de uma loja de eletrodomésticos em Anápolis é investigado por suspeita de aplicar um golpe que causou prejuízo de R$ 108 mil. Segundo a apuração inicial, ele teria usado as redes sociais do próprio estabelecimento para negociar mercadorias com clientes. Entretanto, os compradores realizavam os pagamentos, mas não recebiam os produtos anunciados.
A fraude veio à tona depois que o proprietário retornou de um período de afastamento e decidiu conferir o estoque da loja. Durante o balanço, ele identificou o desaparecimento de 93 produtos, o que levantou suspeitas sobre a movimentação das mercadorias. Diante da diferença, a empresa iniciou uma auditoria interna para descobrir como os itens haviam desaparecido.
Conforme apuração da Rádio São Francisco, o funcionário teria aproveitado o acesso ao perfil comercial da empresa para conversar diretamente com interessados. Assim, ele realizava as negociações como se representasse normalmente o estabelecimento. Porém, os valores pagos pelos clientes não seguiam o procedimento regular da loja e os produtos não chegavam aos compradores.
Ainda durante a auditoria, o suspeito tomou conhecimento da conferência realizada pela empresa e, segundo o relato, passou a demonstrar comportamento agressivo. Pouco depois, ele pediu desligamento do estabelecimento e deixou o trabalho sem cumprir o aviso prévio. A sequência dos acontecimentos aumentou as suspeitas e levou a empresa a aprofundar o levantamento financeiro.
Cliente do Distrito Federal pagou R$ 2 mil e não recebeu produtos
Durante a análise das vendas, a empresa identificou o caso de um morador de Samambaia, no Distrito Federal, que negociou diretamente pelo perfil da loja. O cliente comprou um sofá e um colchão, mas nunca recebeu as mercadorias. Para concluir a compra, ele realizou dois pagamentos via PIX, que somaram R$ 2 mil.
Após identificar as irregularidades, o estabelecimento denunciou o caso às autoridades. Com apoio do Serviço de Inteligência, equipes da Polícia Militar localizaram o ex-funcionário apontado como responsável pelas negociações fraudulentas. Inicialmente, ele negou qualquer participação no esquema.
No entanto, durante o deslocamento até a Central de Flagrantes, os policiais apresentaram os comprovantes das transações encontradas durante a apuração. Diante dos registros, o ex-funcionário acabou confessando as vendas fraudulentas, segundo as informações repassadas às autoridades. O material reunido passou a integrar a investigação sobre o prejuízo causado à empresa.
Aos policiais, o investigado afirmou que utilizou o dinheiro obtido com as vendas falsas para quitar débitos de pensão alimentícia. Agora, a Polícia Civil investiga o golpe em Anápolis e trabalha para esclarecer todas as negociações atribuídas ao suspeito. O inquérito também deverá dimensionar o prejuízo e identificar possíveis outras vítimas.
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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)






