Polícia Civil bloqueia quase R$ 59 milhões em operação contra facção criminosa em Goiás e outros três estados
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a 15ª fase da Operação Destroyer. A ação busca desarticular uma organização criminosa com atuação em diferentes estados e forte influência em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.
A operação cumpre 17 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. As equipes atuam em Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 59 milhões em contas bancárias. Os valores estão ligados a pessoas físicas e empresas investigadas. Em Goiás, as equipes realizam diligências em Goiânia, Trindade e Aparecida de Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, a operação tem como alvos integrantes e lideranças da organização criminosa. As investigações apuram crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Operação mira movimentação financeira
De acordo com a corporação, o grupo movimentava recursos do tráfico de drogas. Além disso, os investigados usavam mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar o patrimônio obtido com os crimes.
Por isso, a operação também busca interromper o fluxo financeiro da organização. Durante as investigações, a polícia identificou pessoas físicas e empresas ligadas ao esquema.
Dessa forma, a Justiça determinou o bloqueio dos valores. A medida busca impedir a movimentação dos recursos enquanto as investigações continuam.
Um dos investigados morreu durante uma intervenção policial no Rio de Janeiro, em outubro de 2025. Por esse motivo, a polícia não cumprirá o mandado de prisão contra ele.
Outro integrante do grupo está preso em um presídio do Rio de Janeiro desde janeiro deste ano. Mesmo assim, ele voltou a ser alvo da investigação. A polícia cumpriu uma nova ordem de prisão temporária contra o suspeito.
Investigações continuam
A Polícia Civil iniciou as investigações para apurar a atuação da organização criminosa. Além disso, os investigadores buscam esclarecer os vínculos do grupo com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
Agora, a corporação pretende identificar outros integrantes da organização. Para isso, os investigadores vão aprofundar a análise sobre a movimentação financeira do grupo.
Por fim, a Polícia Civil também busca esclarecer a possível participação dos investigados em outros crimes. A corporação ainda pretende mapear a estrutura da rede criminosa, que teria ramificações em diferentes estados brasileiros.
(A estudante de Jornalismo Bruna Reis assina esta reportagem sob orientação do jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)






