Cidades

Quadrilha nacional é presa após aplicar golpe de R$ 209 mil em idoso de Goiânia

Suspeitos se passaram por funcionários de banco, induziram vítima de 74 anos a seguir comandos pelo aplicativo e desviaram o dinheiro

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (30), três integrantes de uma quadrilha especializada no golpe da falsa central bancária. A operação ocorreu no Espírito Santo. Segundo a corporação, o grupo provocou um prejuízo de R$ 209 mil a um idoso de Goiânia e mantém atuação em diferentes estados.

A investigação começou depois que a vítima, de 74 anos, procurou o 4º Distrito Policial, em Goiânia. Conforme o relato, criminosos telefonaram para o idoso e se apresentaram como funcionários do banco. Durante a ligação, eles questionaram supostos agendamentos via Pix e transferências feitas pela conta.

Em seguida, os golpistas convenceram o idoso a acessar o aplicativo bancário. Acreditando que falava com a gerente da própria conta, ele seguiu os comandos repassados durante a ligação. No entanto, as orientações permitiram que os criminosos movimentassem o dinheiro e causassem o prejuízo de R$ 209 mil.

Após receber a denúncia, a Polícia Civil começou a rastrear as transações financeiras. Durante esse trabalho, os investigadores identificaram o caminho percorrido por parte do dinheiro. Além disso, descobriram que uma parcela dos valores chegou à conta de uma empresa localizada na Grande Vitória, no Espírito Santo.

Polícia rastreou dinheiro até empresa no Espírito Santo

Diante da descoberta, a Polícia Civil de Goiás pediu apoio à Polícia Civil do Espírito Santo. A partir disso, as equipes localizaram os suspeitos e prenderam três integrantes do grupo durante a operação realizada nesta quinta-feira.

Segundo a investigação, uma das mulheres presas abriu uma pessoa jurídica com a finalidade de disponibilizar contas bancárias para o esquema. Enquanto isso, os dois homens atuavam no suporte logístico e financeiro da quadrilha. Eles também repassavam essas contas para outros integrantes.

Na sequência, comparsas localizados em São Paulo assumiam outra etapa do golpe. Segundo a polícia, esse núcleo realizava as ligações e convencia as vítimas de que havia movimentações suspeitas nas contas. Dessa forma, os criminosos criavam uma falsa situação de emergência para obter acesso ao dinheiro.

Além disso, o grupo usava técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas. Depois de obter os valores, os integrantes também atuavam na movimentação e ocultação do dinheiro. Assim, tentavam dificultar a identificação dos responsáveis e do destino final dos recursos.

Dinheiro passava por várias contas bancárias

Para dificultar o trabalho da polícia, a quadrilha dividia os valores entre diferentes contas bancárias. O dinheiro passava por diversos CPFs e CNPJs antes de chegar a outros integrantes do esquema. Com isso, o grupo criava várias etapas de movimentação financeira.

Segundo a Polícia Civil, a organização possui atuação nacional, com integrantes ligados a Goiás, Espírito Santo, São Paulo e outros estados. Agora, os investigadores continuam apurando a participação de outros suspeitos e buscam identificar novas vítimas do esquema.

A polícia também tenta descobrir quantas contas bancárias o grupo utilizava para receber e movimentar os valores obtidos nos golpes. Além disso, a investigação busca identificar outros responsáveis pela estrutura financeira e pelas ligações feitas às vítimas.

Os três presos vão responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se a Justiça aplicar as penas previstas para todos os crimes investigados, as condenações somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.


Leia mais notícias aqui

(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo