
Quatorze anos depois da morte do advogado Davi Sebba, três policiais começam a ser julgados nesta quinta-feira (1º), em Goiânia. O Tribunal do Júri analisa a participação do tenente Edinailton Pereira de Souza, do sargento Luiz Frederico de Oliveira e do ex-policial militar Jonathas Atenevir Jordão no caso. A sessão deve continuar nesta sexta-feira (2).
Davi tinha 38 anos quando morreu, em 5 de julho de 2012, após levar um tiro no estacionamento de um supermercado, na Vila União. Naquela mesma noite, o primeiro filho do advogado nasceu. Segundo a investigação, os policiais abordaram Davi após receberem informações de que ele se encontraria com um suposto comprador de drogas. A família, porém, sempre negou envolvimento da vítima com o tráfico.
Caso passou por decisões e recursos
Ao longo dos anos, o processo passou por diferentes decisões judiciais. Em 2017, Edinailton e Luiz Frederico foram absolvidos, enquanto Jonathas foi enviado a júri. Entretanto, em 2022, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás acolheu, por unanimidade, recurso que apontou que a vítima não teria tido possibilidade de defesa. Com isso, os três passaram a responder perante o Tribunal do Júri.
As acusações envolvem homicídio e outros crimes relacionados à investigação, como fraude processual, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo. Por outro lado, os acusados sustentam que Davi reagiu à abordagem e que um dos agentes atirou após acreditar que ele buscaria uma arma. Assim, o julgamento deverá confrontar as versões apresentadas durante o processo. A defesa dos réus terá espaço para apresentar seus argumentos aos jurados.






