Fim da escala 6×1 deve ficar para depois da eleição; entenda

Davi Alcolumbre defende mais debate e dificulta a votação da PEC antes das eleições.
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 deve ficar para depois das eleições. Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, o texto enfrenta resistência no Senado e ainda não avançou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende uma discussão mais ampla sobre a PEC. Além disso, ele condiciona o andamento da matéria a um acordo político, à definição da relatoria e a uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mudanças podem atrasar a proposta
Senadores discutem alterações no texto aprovado pela Câmara. Entre as sugestões estão regras mais flexíveis para contratação e a possibilidade de manter a escala 6×1 em setores considerados essenciais.
Caso o Senado faça mudanças, a PEC precisará voltar para a Câmara. Com isso, a promulgação antes das eleições se torna ainda mais difícil.
Disputa pela relatoria
A escolha do relator também trava o andamento da proposta. Enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar, apoia Omar Aziz, Alcolumbre prefere um nome mais independente para conduzir o debate.
A definição é importante porque o relator poderá aceitar ou rejeitar mudanças defendidas pela oposição e pelo setor empresarial.
Cenário dificulta votação
O calendário do Congresso também pesa contra a PEC. As festas juninas, o recesso informal de julho e a campanha eleitoral devem reduzir o ritmo das votações nos próximos meses.
Por isso, a expectativa é que a discussão sobre o fim da escala 6×1 avance apenas após as eleições.
O que prevê a PEC
O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada semanal de 44 para 42 horas e garante duas folgas remuneradas. As novas regras passariam a valer 60 dias após a promulgação da proposta.
No entanto, os impasses políticos e as possíveis alterações mantêm o futuro da PEC indefinido no Senado.






