Polícia Civil mira golpistas que fingiam ser advogados para extorquir vítimas em Goiás
Com base de operações no Ceará, grupo utilizava dados de processos reais para aplicar estelionato eletrônico; Justiça bloqueou R$ 500 mil e determinou 14 prisões.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em uma ação conjunta com a Polícia Civil do Ceará e o Ministério da Justiça, deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) uma operação interestadual para desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada em estelionato eletrônico. O grupo se passava por advogados para enganar cidadãos que aguardavam decisões judiciais favoráveis.
A “central do crime”, segundo as investigações, operava a partir de cidades cearenses. Mandados de prisão e busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente em Fortaleza, Caucaia e Pacatuba.
Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão.
A PCGO alerta que advogados e escritórios de advocacia raramente solicitam pagamentos de taxas via transferência imediata ou PIX para liberação de alvarás, e que o cidadão deve sempre confirmar qualquer solicitação diretamente pelo telefone fixo ou presencialmente no escritório contratado, sem utilizar os contatos fornecidos na mensagem suspeita.






