Cidades

Uso de inteligência artificial no agro mais que dobra em quatro anos no Brasil

Levantamento da FGV aponta avanço de 16,9% para 41,9% na adoção da tecnologia entre 2022 e 2026

A inteligência artificial mais que dobrou a presença no agronegócio brasileiro nos últimos quatro anos. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), fazendas e agroindústrias ampliaram o uso da tecnologia de 16,9%, em 2022, para 41,9%, em 2026. O avanço representa 25 pontos percentuais. Ainda assim, 58,1% das propriedades e agroindústrias não utilizam IA.

Além disso, o campo ainda enfrenta desafios para ampliar a digitalização. A pesquisa Global Farmer Insights 2024, da McKinsey, aponta que apenas 22% dos agricultores brasileiros utilizam softwares de gestão agrícola. Nos Estados Unidos, o índice chega a 38%, enquanto na Europa alcança 32%. Ao mesmo tempo, produtores ampliam o uso de drones, sensores, visão computacional, tratores autônomos e pulverizadores inteligentes para monitorar lavouras, identificar pragas e doenças, estimar a produtividade e reduzir o desperdício de insumos.

Empresas ampliam investimentos em inteligência artificial

As empresas também aumentam os investimentos em tecnologia. Segundo a pesquisa A Reinvenção do Agronegócio Brasileiro, da PwC Brasil, 78% dos executivos do setor planejavam investir na integração de inteligência artificial com plataformas digitais em um período de um ano. Entre as aplicações estão o monitoramento climático, o controle da irrigação, a redução de perdas, a projeção de safras e a análise de preços de commodities. Dessa forma, a tecnologia começa a ocupar espaço nas decisões sobre produtividade, custos e uso de recursos.

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