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Empresária suspeita de movimentar R$ 45 milhões para facção é procurada pela Polícia Civil em Goiás

Claudienne Honório Ferreira teria usado contas pessoais e empresa de fachada para movimentar recursos; operação investiga fluxo de cerca de R$ 320 milhões

A Polícia Civil de Goiás procura a empresária Claudienne Honório Ferreira, investigada por supostamente movimentar cerca de R$ 45 milhões ligados a uma organização criminosa. A corporação considera a empresária foragida e tenta localizá-la desde a Operação Cifra Oculta. A investigação apura crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, Claudienne ocuparia uma posição estratégica no braço financeiro do grupo investigado. Além disso, ela aparece como sócia de uma das empresas que, conforme a investigação, serviriam para ocultar recursos provenientes do tráfico. Os investigadores identificaram movimentações milionárias tanto nas contas pessoais da suspeita quanto na conta da empresa ligada a ela.

O delegado Francisco Costa, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos, Denarc, detalhou o papel atribuído à empresária durante a investigação. “Claudienne é uma pessoa com relevante papel dentro da estrutura criminosa. Ela é sócia de uma das empresas de fachada e foram movimentados em suas contas pessoais e na conta da empresa a quantia aproximada de R$ 45 milhões. Desde a data da operação as equipes efetuam diligências no intuito de localizá-la, entretanto, até o momento não conseguimos encontrá-la”, afirmou o delegado.

Diante das buscas, a Polícia Civil divulgou um cartaz com a imagem de Claudienne e pediu ajuda para localizar a investigada. A corporação orienta que informações sobre o paradeiro dela sejam repassadas anonimamente pelos telefones 197 ou (62) 3201-1190. Segundo a polícia, as equipes continuam realizando diligências para cumprir a ordem judicial.

Operação mira braço financeiro de organização criminosa

A Operação Cifra Oculta, conduzida pela Denarc, busca desarticular a estrutura responsável pela movimentação e ocultação dos recursos atribuídos à organização criminosa. Durante a ação, as equipes cumpriram 15 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 160 milhões.

A nova fase surgiu a partir de informações obtidas na Operação Reincidentes, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, os investigadores desarticularam uma célula suspeita de atuar no tráfico de drogas e armas de fogo na região sul de Goiânia. A partir desse trabalho, a polícia avançou sobre o caminho percorrido pelo dinheiro atribuído às atividades criminosas.

Conforme a investigação, o grupo teria utilizado ao menos sete empresas de fachada para receber, movimentar e ocultar valores provenientes das atividades ilícitas. Nesse período, a organização teria movimentado aproximadamente R$ 320 milhões em pouco mais de um ano. Agora, os investigadores analisam documentos e movimentações financeiras para identificar os responsáveis por cada etapa do esquema.

Além das empresas, a Polícia Civil apura o uso de uma fintech ligada à liderança da organização criminosa. Segundo os investigadores, a plataforma teria participado da movimentação financeira e ajudado a dificultar o rastreamento da origem dos recursos. A corporação ainda busca esclarecer como funcionava a divisão das operações entre pessoas físicas, empresas e demais contas investigadas.

Polícia apreende veículos, drogas e equipamentos

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam veículos, drogas, computadores, celulares e documentos relacionados aos investigados. A Polícia Civil encaminhou parte desse material para análise e pretende usar os dados na reconstrução das movimentações financeiras. Além disso, os investigadores procuram identificar outros possíveis integrantes e empresas ligadas ao grupo.

As apurações seguem sob responsabilidade da Denarc, enquanto as equipes trabalham para localizar Claudienne Honório Ferreira. A empresária permanece investigada, e as acusações ainda dependem do andamento do inquérito e da análise do Poder Judiciário. A Polícia Civil afirma que mantém as diligências relacionadas ao caso.

O Cerrado Notícias tentou contato com Claudienne Honório Ferreira para obter um posicionamento sobre as investigações e as acusações atribuídas a ela. Entretanto, até a publicação desta reportagem, a empresária não havia retornado às tentativas de contato. O espaço permanece aberto para manifestação da investigada ou de sua defesa.

A Polícia Civil também solicita a colaboração da população na tentativa de localizar Claudienne. Quem tiver informações sobre o paradeiro da investigada pode entrar em contato pelos números 197 ou (62) 3201-1190. Segundo a corporação, o denunciante pode repassar as informações de maneira anônima e terá o sigilo preservado.

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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

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