Funcionária suspeita de desviar R$ 200 mil de loja em Goiânia é presa prestes a embarcar para o Rio de Janeiro
Investigada trabalhava no setor financeiro e realizou transferências para os pais enquanto a proprietária cuidava da avó na UTI; prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante uma funcionária do setor financeiro suspeita de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 200 mil contra a loja de roupas onde trabalhava, no Setor Marista, em Goiânia. A detecção da fraude e a captura da mulher ocorreram na última quarta-feira (3), poucas horas antes de ela embarcar em um voo com destino ao Rio de Janeiro. A suspeita já havia, inclusive, realizado o check-in no aeroporto quando foi interceptada pelos policiais.
Na sequência, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Como a identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades, a reportagem não localizou a sua defesa técnica.
O caso ganhou grande repercussão após a empresária Júlia Galvão, proprietária da marca de roupas Ambrô, publicar um desabafo em suas redes sociais. Emocionada, Júlia revelou que os desvios financeiros foram estruturados em um momento de extrema vulnerabilidade pessoal, no qual ela precisou se ausentar dos negócios.
“Esse rombo estava acontecendo enquanto eu estava em uma UTI tentando salvar a vida da minha avó. Foi a maior rasteira que eu já levei na vida”, declarou a empresária, ressaltando que a funcionária era uma pessoa de sua total confiança e que convivia intimamente com sua família.
De acordo com a advogada da empresa, Gilsara Lourenço, a auditoria interna identificou que o prejuízo total acumulado gira em torno de R$ 200 mil. O modus operandi da suspeita consistia em duas frentes de desvio:
- R$ 137 mil foram transferidos diretamente via Pix para as contas bancárias dos próprios pais da funcionária;
- R$ 68 mil foram gastos em compras pessoais parceladas utilizando o cartão de crédito corporativo da loja.
A defesa da empresa confirmou que a investigada mantinha uma rotina normal de trabalho na loja e não demonstrava comportamento suspeito até o instante em que as incongruências nas contas foram formalmente descobertas.
A Polícia Civil autuou a mulher por furto qualificado mediante abuso de confiança e segue investigando o caso para avaliar o nível de participação dos familiares que receberam os valores e buscar a recuperação do montante desviado.






