Cidades

Mãe é presa após homem ser encontrado acorrentado e em situação degradante em Goiás

Vítima de 46 anos foi resgatada em Rio Verde após denúncia de maus-tratos, abandono e violência dentro da própria casa

A Polícia Civil de Goiás resgatou um homem de 46 anos em situação degradante dentro da própria casa, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo a corporação, a mãe da vítima, de 64 anos, mantinha o filho acorrentado, e ele sofreu três AVCs durante o período de maus-tratos. A mulher acabou presa em flagrante na última sexta-feira, 15 de maio, após a Secretaria Municipal de Assistência Social encaminhar uma denúncia sobre o caso.

A denúncia apontava suspeitas de negligência, abandono e violência dentro da residência. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o homem em estado considerado extremo.Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o homem em estado considerado extremo. Além disso, conforme a investigação, a vítima ficava amarrada pelos braços e pernas por longos períodos e permanecia sozinha dentro da casa em vários momentos.

Ainda segundo a polícia, o homem passava dias sem acesso adequado a água e alimentação. A situação indicava um cenário prolongado de sofrimento físico, falta de cuidado básico e violação da dignidade da vítima. Após o resgate, as equipes encaminharam o homem para atendimento médico e acionaram a rede de proteção social do município.

Polícia apura violência física e psicológica

A delegada Fernanda Simão, responsável pelo caso, afirmou que chamou atenção dos investigadores “a frieza e o desprezo” demonstrados pela suspeita em relação ao filho. Além disso, de acordo com a Polícia Civil, além das agressões físicas e da negligência, a vítima também sofria violência psicológica constante dentro da residência.

Durante as apurações, a polícia reuniu relatos de que a mãe dizia frases ofensivas ao filho, como “tomara que você morra sufocado” e “eu tenho nojo de você”. As investigações ainda apontam que a vítima foi obrigada a ingerir as próprias fezes, situação tratada pelas autoridades como um dos episódios mais graves identificados no caso.

Com a prisão em flagrante da mulher, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias dos maus-tratos e o período em que a vítima permaneceu nessa condição. Em nota, a Defensoria Pública informou que atuou na audiência de custódia da investigada por dever legal, mas disse que não irá comentar o caso.


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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

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