MPGO desarticula célula do PCC que distribuía brinquedos e comandava tráfico no entorno do DF
Operação Convergência Nacional cumpre 20 mandados e investiga estratégia de cooptação social adotada por facção criminosa em Goiás e no Distrito Federal
O MPGO deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Convergência Nacional para desarticular uma célula do PCC que atuava no entorno do Distrito Federal. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) coordena a ação, que integra uma ofensiva nacional contra facções criminosas.
As investigações apontam que o grupo criminoso buscava ampliar seu domínio territorial na região ao combinar a venda de drogas com ações voltadas à comunidade. Segundo os investigadores, a prática tinha como objetivo fortalecer a influência da facção e facilitar a cooptação social de moradores.
Mandados de prisão
Durante a operação, as equipes cumpriram dez mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia.
As apurações identificaram a atuação de integrantes e pessoas ligadas ao PCC em Formosa e municípios vizinhos. De acordo com o Gaeco, os investigados monitoravam ações das forças de segurança, organizavam a distribuição de drogas entre pontos de venda e articulavam a compra de armas de fogo para sustentar as atividades criminosas.
Uma das imagens divulgadas pela operação mostra uma porção de droga estampada com o rosto de Pablo Escobar, narcotraficante colombiano que ganhou notoriedade internacional.
Ainda segundo o Ministério Público, integrantes da organização criminosa que estariam em outros estados supervisionavam as atividades da célula. Todo o material apreendido passará por análise técnica para aprofundar as investigações.
Os investigados poderão responder por crimes, associação para o tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de capitais.
A operação conta com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Goiás, dos Gaecos dos Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Distrito Federal e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Distrito Federal. O caso tramita sob sigilo.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






