Seu Waldemar foi preso no Paraguai por dívida de pensão alimentícia após ação com polícias de Goiás
Polícias localizaram o investigado em Pedro Juan Caballero após monitoramento e cooperação entre Brasil e Paraguai
Autoridades prenderam Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como Seu Waldemar, na manhã de terça-feira, 23 de junho de 2026, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A Justiça de Goiás procurava o investigado por dívida de pensão alimentícia do filho que ele teve com a servidora pública Sami Moura.
A Polícia Civil de Goiás articulou a operação com autoridades paraguaias e com a Polícia Federal de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. O mandado partiu da 3ª Vara de Família de Goiânia, que conduz o processo ligado ao débito alimentar.
Antes da prisão, os investigadores identificaram que Waldemar havia deixado Goiás e se instalado no país vizinho. Em seguida, as equipes passaram a monitorar a rotina dele em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil.
Além disso, a Unidade Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero participou da ação com apoio direto às forças brasileiras. Durante a abordagem, os agentes apreenderam um Ford EcoSport e um iPhone 13.
Investigadores acompanharam Waldemar até a prisão
Waldemar morava em Pedro Juan Caballero e cursava medicina na Universidad Sudamericana. Com isso, a investigação concentrou parte do trabalho na cidade fronteiriça, onde ele mantinha atividades diárias.
Na sequência, as autoridades prepararam a apresentação dele à Polícia Federal em Ponta Porã. Esse procedimento abriu caminho para o recambiamento e para a apresentação do investigado à Justiça brasileira.
De acordo com a advogada Flávia Aragão, que representa a mãe da criança, o valor ligado ao rito de prisão por pensão alimentícia ultrapassava R$ 20 mil. Segundo ela, a cobrança envolvia recursos necessários para garantir a manutenção do menor.
Enquanto isso, Waldemar também respondia a um processo por abandono afetivo. A ação apontava que ele não encontrava a criança havia mais de um ano.
Processo buscava assegurar direitos do menor
A defesa afirmava que a prisão por dívida de pensão não tinha caráter punitivo. Segundo essa tese, a medida servia como instrumento coercitivo para levar o devedor ao pagamento.
Dessa forma, o processo buscava garantir direitos básicos da criança, como subsistência, saúde, educação e dignidade. Após a prisão, o caso seguia pelos trâmites entre autoridades paraguaias e brasileiras.
(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)






