Vini Jr. brilha, seleção evolui e reacende esperança do torcedor brasileiro na Copa
Atuação de destaque do atacante, retorno de Neymar e crescimento coletivo consolidam liderança do grupo e aumentam a confiança para a sequência do Mundial
A seleção brasileira voltou a empolgar sua torcida na noite desta quarta-feira (24). Com uma atuação convincente, o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, em Miami, garantiu a liderança do Grupo C e reforçou a sensação de que a equipe evolui no momento decisivo da Copa do Mundo.
Os gols da vitória saíram dos pés de Vinicius Jr. e Matheus Cunha, mas o grande destaque da partida foi o camisa 7. Em sua melhor versão no torneio, Vini dominou o corredor esquerdo, desequilibrou a defesa adversária e protagonizou uma atuação que lembrou os melhores momentos vividos no Real Madrid.
O desempenho do atacante também fortalece a percepção de que o trabalho do técnico Carlo Ancelotti começa a dar resultados. Diferentemente das atuações irregulares registradas em ciclos anteriores, Vinicius demonstrou confiança, intensidade e protagonismo durante os 90 minutos.
Volta de Neymar
A vitória, no entanto, não se resumiu ao brilho individual do atacante. Neymar voltou a vestir a camisa da seleção após três anos longe dos gramados com a amarelinha. Endrick ganhou mais minutos em campo, Bruno Guimarães comandou o meio-campo com segurança, Alisson voltou a aparecer bem quando exigido e o sistema defensivo mostrou solidez durante toda a partida.
Quando vários jogadores se destacam ao mesmo tempo, o principal sinal é que o coletivo funciona. A seleção apresentou organização, intensidade e repertório ofensivo, confirmando a promessa de Ancelotti de construir uma equipe capaz de evoluir a cada jogo.
O desempenho diante da Escócia reforçou essa impressão. O Brasil mostrou mais consistência do que na vitória sobre o Haiti e apresentou um nível muito superior ao exibido no empate contra Marrocos. A evolução da equipe tornou-se evidente tanto nos aspectos técnicos quanto na confiança dos jogadores.
Além da liderança do Grupo C, a seleção praticamente evitou confrontos precoces contra adversários considerados favoritos ao título, como França e Espanha. Mais importante do que o caminho no chaveamento, porém, foi a sensação deixada em campo.
Depois de um período marcado por dúvidas e desconfiança, a seleção brasileira voltou a despertar esperança em sua torcida. E, pela primeira vez nesta Copa, até os mais pessimistas começam a acreditar que o sonho do hexacampeonato pode ser possível.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






